Já é tarde Preciso descansar Já não vejo as cores Já não destilo o ar Já não lembro Já não sinto Já não vejo Já não vivo Tenho medo do futuro Tenho medo de ter medo Tenho medo do escuro Tenho medo de mim mesmo Quase sem sentidos Mal posso respirar Preso a mim mesmo Meus pés não tocam o chão Escuto o silêncio Ensurdecedor Meus olhos já mudos Transparecendo a dor Que só existe sem ti Desespero tem um rosto e todos estes cortes permanecem incurados Abençoados para matar e escravizados estão todos os corações sob a vontade do amor Emocionados a começar tudo denovo Rastejo pela alameda dos amantes mortos O labririnto das memórias maculadas E sugo o sangue directo do meu coração Grito o nome do amor em vão Abraço a dor novamente E perco a mim mesmo, sozinho no escuro Na alameda dos amantes mortos Medo tem um nome escrito no solo desgraçado com a morte deixado Essas palavras nunca falham em alimentar o esfomeado que sonha Nossas necessidades além do alcançe de deu